Como instalar e configurar o Charles Proxy
A instalação do Charles Proxy começa com o download do pacote apropriado para o sistema operacional. Antes de executar o instalador, feche programas que possam interferir na configuração de rede e confirme que o arquivo foi obtido no site oficial. Não é necessário desativar o antivírus para seguir o processo normal de instalação. No Windows, execute o instalador e acompanhe as etapas apresentadas. No macOS, siga as instruções do pacote distribuído pelo fornecedor. No Linux, consulte as instruções específicas para a distribuição utilizada, especialmente se optar por instalar por meio de um repositório APT ou YUM.
Depois da instalação, abra o Charles e observe a interface principal. Dependendo das configurações, o programa poderá começar a registrar tráfego quando o proxy estiver ativo e as aplicações estiverem configuradas para utilizá-lo. Se nenhuma solicitação aparecer, confira se o proxy está habilitado, se o cliente está utilizando a configuração correta e se existe tráfego sendo gerado.

Configuração inicial do proxy
O proxy funciona como um intermediário entre o cliente e o servidor. Para que o Charles registre as comunicações, o navegador, o sistema ou o aplicativo de teste precisa encaminhar o tráfego por meio dele. O método exato de configuração depende do sistema operacional e do cliente utilizado.
Comece com um navegador de teste e um site que você tenha autorização para acessar. Abra o Charles, confirme que a gravação está ativa e carregue a página no navegador. Se a configuração estiver correta, as solicitações correspondentes deverão aparecer na sessão.
Selecione uma solicitação para examinar seus detalhes. Observe o endereço, o método HTTP, os cabeçalhos e a resposta. Repita o procedimento com algumas páginas ou ações diferentes para compreender como a ferramenta organiza a comunicação.
Se o navegador não conseguir carregar páginas depois da configuração, verifique se o proxy está acessível e se os parâmetros de rede estão corretos. Um endereço ou uma porta incorreta pode impedir a conexão. Ao concluir os testes, restaure a configuração original se o computador não precisar continuar utilizando o proxy.
Como interpretar a interface
A interface do Charles organiza as solicitações capturadas para que o usuário possa navegar entre hosts, caminhos e transações. A visualização em árvore ajuda a localizar o domínio de interesse, enquanto a área de detalhes apresenta informações relacionadas à solicitação selecionada.
Ao examinar uma requisição, comece pelo método, endereço e código de status da resposta. Depois, confira os cabeçalhos e o corpo quando esses dados estiverem disponíveis. Essa sequência ajuda a distinguir problemas de conexão, erros de autenticação, respostas inesperadas e falhas na estrutura dos dados.
Evite interpretar uma única solicitação fora de contexto. Uma aplicação pode executar diversas chamadas para carregar uma tela, obter permissões ou buscar dados complementares. Observe a sequência completa e identifique quais solicitações correspondem à ação que você está investigando.
Como usar o Charles Proxy para testar APIs
O Charles Proxy pode ajudar a investigar APIs porque permite observar as solicitações que um cliente envia e as respostas que recebe. Isso é particularmente útil quando uma aplicação depende de serviços externos ou de um backend desenvolvido pela própria equipe.
Imagine que uma tela de um sistema interno deveria apresentar uma lista de produtos, mas permanece vazia. A primeira etapa é reproduzir o problema enquanto o Charles registra o tráfego. Em seguida, localize a requisição responsável por buscar a lista e verifique se ela foi enviada ao endereço esperado.
Depois, examine o código de status, os cabeçalhos e o corpo da resposta. Se o servidor retornar uma mensagem de erro, o conteúdo pode indicar que a sessão expirou, que faltam parâmetros obrigatórios ou que a solicitação foi recusada. Se a resposta for bem-sucedida, mas não contiver os dados esperados, talvez seja necessário investigar filtros, permissões ou a lógica do backend.
Essa abordagem reduz o tempo gasto em tentativas sem direção. Em vez de alterar imediatamente a interface ou reescrever partes do código, a equipe obtém evidências sobre a comunicação e consegue escolher a próxima etapa de diagnóstico.
Entendendo os códigos de status HTTP
Os códigos de status ajudam a identificar o resultado geral de uma requisição. Eles não explicam necessariamente a causa completa do problema, mas fornecem uma indicação importante para orientar a investigação.
| Código | Significado geral | O que verificar |
|---|---|---|
| 200 | Solicitação concluída com sucesso | Se o conteúdo retornado corresponde ao esperado |
| 201 | Recurso criado | Se a resposta identifica corretamente o novo recurso |
| 204 | Sucesso sem conteúdo de resposta | Se a aplicação espera realmente um corpo |
| 400 | Requisição inválida | Formato, parâmetros e campos enviados |
| 401 | Autenticação necessária ou inválida | Token, credenciais e validade da sessão |
| 403 | Acesso recusado | Permissões e regras de autorização |
| 404 | Recurso não encontrado | URL, caminho e disponibilidade do endpoint |
| 429 | Muitas solicitações | Limites de utilização e política de repetição |
| 500 | Erro interno do servidor | Registros do backend e condições que provocaram a falha |
| 503 | Serviço indisponível | Estado do serviço e dependências externas |
Esses significados são gerais e podem variar conforme a implementação da API. Por exemplo, um sistema pode utilizar uma resposta 404 para ocultar a existência de um recurso protegido. Por isso, combine o código com os cabeçalhos, o corpo da resposta e os registros do servidor.
Investigando problemas de autenticação
Erros de autenticação são comuns em aplicações que utilizam sessões, tokens ou credenciais temporárias. O Charles pode mostrar os cabeçalhos e as respostas envolvidos na comunicação, permitindo verificar se a requisição foi enviada com os elementos esperados.
Ao investigar esse tipo de problema, utilize uma conta de teste e evite compartilhar tokens ou cookies reais. Se o servidor retornar 401, verifique a validade da sessão e o mecanismo de autenticação utilizado. Se retornar 403, investigue as permissões associadas à conta e às operações solicitadas.
O conteúdo capturado pode conter dados confidenciais. Não publique capturas de tela com tokens, senhas, chaves de API ou identificadores de sessão. Se precisar compartilhar evidências com a equipe, remova ou oculte esses valores antes de enviar o arquivo.
Comparando requisições bem-sucedidas e malsucedidas
Uma maneira eficiente de utilizar o Charles é comparar duas solicitações semelhantes: uma que funciona e outra que falha. Verifique se os endereços, métodos, parâmetros e cabeçalhos são equivalentes e observe as diferenças nas respostas.
Essa comparação pode revelar um parâmetro ausente, uma diferença de autenticação ou um caminho incorreto. Também pode mostrar que o problema não está na requisição, mas na resposta do serviço ou na forma como a aplicação a interpreta.
Quando o erro for reproduzível, salve uma sessão de teste e registre as condições em que ocorreu. Inclua a ação executada, o horário aproximado, a versão do aplicativo e os resultados observados. Essas informações tornam o diagnóstico mais fácil de reproduzir e revisar.
Como configurar o Charles Proxy para dispositivos móveis
O Charles Proxy pode ser utilizado para investigar o tráfego de dispositivos móveis quando eles estão configurados para utilizar o computador como proxy. O processo envolve a rede, as definições do dispositivo e, quando se pretende inspecionar conteúdo HTTPS, as regras de confiança de certificados.
Antes de começar, utilize um dispositivo e uma aplicação que você controla ou tem autorização para testar. O objetivo deve ser diagnosticar o comportamento do próprio aplicativo, e não capturar dados privados de terceiros.
Configuração para Android
Em um cenário de teste, conecte o dispositivo Android à mesma rede do computador que executa o Charles. Configure o proxy nas definições de Wi-Fi conforme as instruções oficiais, utilizando o endereço de rede do computador e a porta configurada no Charles.
Depois, gere tráfego no aplicativo ou navegador de teste e verifique se as solicitações aparecem no Charles. Se nada for registrado, confira se os dispositivos conseguem comunicar-se pela rede, se o endereço está correto e se o firewall permite a conexão necessária.
A inspeção HTTPS em Android exige atenção adicional. A partir do Android N, aplicativos não confiam automaticamente em certificados de autoridades instaladas pelo usuário em todas as situações. Para aplicações próprias, a documentação do Android e do Charles descreve como configurar a confiança em certificados de teste, inclusive por meio de uma configuração de segurança de rede destinada a compilações de depuração.
Essa configuração deve ser restrita ao ambiente de desenvolvimento. Não reduza as proteções de certificados de uma versão de produção apenas para tornar a captura mais fácil. A aplicação final deve manter as políticas de segurança adequadas ao seu uso.
Configuração para iPhone e iOS
Para testar um dispositivo iOS, conecte-o à rede apropriada e configure o proxy HTTP nas definições de Wi-Fi. O endereço e a porta devem corresponder ao computador que está executando o Charles. Em seguida, gere tráfego de teste e verifique as solicitações registradas.
Para inspecionar HTTPS, pode ser necessário instalar e confiar no certificado raiz do Charles seguindo as instruções oficiais para iOS. A instalação e a ativação da confiança são etapas distintas em versões do sistema que exigem a ativação explícita da confiança total de certificados.
Nem todas as aplicações permitem a inspeção. Algumas utilizam mecanismos próprios de validação de certificados ou outras proteções que impedem a interceptação. Quando isso ocorrer, investigue os registros do aplicativo e utilize mecanismos de depuração autorizados em vez de tentar contornar proteções de segurança de terceiros.
Ao terminar, remova os certificados de teste que não forem mais necessários e restaure as configurações de proxy do dispositivo. Esse cuidado reduz o risco de manter configurações de depuração ativas fora do ambiente previsto.
Requisitos do sistema e compatibilidade do Charles Proxy
O Charles Proxy está disponível para Windows, macOS e Linux. A versão do sistema operacional, a arquitetura do processador e o pacote de instalação influenciam a compatibilidade. Antes de baixar o programa, consulte a página oficial para confirmar as opções atualmente oferecidas.
A tabela abaixo resume os principais pontos que devem ser verificados antes da instalação. Ela não substitui a lista oficial de sistemas suportados, pois a compatibilidade pode mudar entre versões.
| Sistema | O que verificar | Observação |
|---|---|---|
| Windows | Arquitetura x86-64 ou ARM64 e pacote disponível | O fornecedor disponibiliza diferentes formatos de instalação |
| macOS | Versão do sistema e arquitetura do dispositivo | Consulte as instruções e o pacote atual |
| Linux | Distribuição, arquitetura e método de instalação | Repositórios APT e YUM estão disponíveis para distribuições compatíveis |
| Android | Rede, configuração de proxy e política de certificados do aplicativo | A compatibilidade com inspeção HTTPS depende do aplicativo |
| iOS | Configuração de proxy e confiança do certificado de teste | Algumas aplicações não permitem inspeção HTTPS |
Além da compatibilidade, considere o tamanho das sessões e a quantidade de tráfego que será analisada. Capturas volumosas podem consumir memória e espaço em disco, especialmente quando incluem respostas grandes ou sessões prolongadas.
Para melhorar a organização, capture somente o tráfego necessário, limpe sessões antigas quando elas não forem mais úteis e salve os registros importantes em um local apropriado. Em ambientes de equipe, defina regras de retenção para que os arquivos de diagnóstico não acumulem dados confidenciais desnecessariamente.
Como melhorar o desempenho durante a captura
O desempenho depende do computador, do volume de tráfego, do tamanho das respostas e da quantidade de informações que o programa precisa apresentar. Uma sessão que registra muitas solicitações pode tornar a análise mais difícil, mesmo quando o sistema tem recursos suficientes para executar o programa.
Comece limitando a captura ao cenário que está sendo investigado. Utilize filtros e concentre-se nos hosts relevantes. Se estiver depurando uma API específica, não é necessário analisar indiscriminadamente todas as conexões do navegador.
Também é útil dividir investigações longas em sessões menores. Salve os registros que precisam ser preservados e encerre a captura quando o teste terminar. Essa prática facilita a localização de solicitações importantes e ajuda a manter os arquivos organizados.
O Charles Proxy é gratuito?
O Charles Proxy oferece um período de avaliação que permite conhecer os recursos antes de adquirir uma licença. A utilização continuada deve seguir os termos de licenciamento definidos pelo fornecedor. Consulte a página oficial de compra para verificar as condições atuais, os tipos de licença e os preços aplicáveis.
É importante distinguir uma avaliação gratuita de uma licença comercial. O período de avaliação permite testar a ferramenta, mas não significa que todas as formas de utilização sejam gratuitas ou que exista uma licença permanente incluída em qualquer instalador encontrado na internet.
Antes de comprar, considere a frequência de utilização, o ambiente de trabalho e as condições de licença que atendem às suas necessidades. Empresas e profissionais que utilizam o software em projetos comerciais devem confirmar as regras aplicáveis ao seu caso.
Como ativar uma licença legítima
Se decidir adquirir o Charles Proxy, siga as instruções de licenciamento apresentadas pelo fornecedor. Guarde as informações de compra em local seguro e confira os termos relacionados à versão, às atualizações e ao uso permitido.
Evite ferramentas de ativação de origem desconhecida ou pacotes que prometam eliminar as restrições do software. Além de não oferecerem garantias sobre a legitimidade da licença, esses arquivos podem conter componentes indesejados ou colocar dados e dispositivos em risco.
Se houver um problema com uma licença adquirida, consulte o suporte oficial e forneça as informações solicitadas para verificar a compra. Essa abordagem é mais segura do que instalar componentes não verificados para tentar resolver um erro de ativação.
Vantagens e limitações do Charles Proxy
Uma das principais vantagens do Charles Proxy é a interface visual que organiza as comunicações de rede em uma estrutura relativamente fácil de explorar. Isso ajuda desenvolvedores a compreender o fluxo de requisições sem depender exclusivamente de registros do servidor ou de ferramentas de linha de comando.
A possibilidade de examinar cabeçalhos, respostas e detalhes de conexões pode acelerar a investigação de falhas. Recursos como SSL Proxying, Map Local, Map Remote e simulação de condições de rede também oferecem opções úteis para testes de aplicações web e móveis.
Outra vantagem é a possibilidade de salvar sessões e utilizá-las como evidência durante uma investigação. Em equipes de desenvolvimento, isso facilita a comunicação entre pessoas que trabalham em diferentes partes do mesmo sistema.
Entretanto, o Charles Proxy exige configuração adequada. A inspeção HTTPS depende da confiança de certificados e das políticas do cliente, e nem todas as aplicações permitem que seu tráfego seja inspecionado. O uso eficiente também depende da capacidade do usuário de interpretar protocolos HTTP, códigos de status e estruturas de resposta.
O software não substitui os registros do backend, as ferramentas de monitoramento de produção nem os testes automatizados. Ele deve ser considerado parte de um conjunto de ferramentas de diagnóstico. Para entender uma falha complexa, pode ser necessário combinar as capturas do Charles com logs do servidor, métricas, rastreamento distribuído e testes de integração.
Charles Proxy versus alternativas
Existem outras ferramentas para inspecionar o tráfego de rede, testar APIs e depurar aplicações. A escolha mais adequada depende da experiência da equipe, das necessidades de automação, do ambiente técnico e dos requisitos de segurança.
| Ferramenta | Foco principal | Pode ser adequada para |
|---|---|---|
| Charles Proxy | Inspeção visual de tráfego HTTP/HTTPS | Depuração de sites, APIs e aplicativos |
| mitmproxy | Proxy de interceptação com recursos programáveis | Automação, scripts e fluxos técnicos personalizados |
| Fiddler | Depuração de tráfego web e de aplicações | Diagnóstico em fluxos de desenvolvimento compatíveis |
| Burp Suite | Testes de segurança de aplicações web | Avaliações de segurança autorizadas |
| Ferramentas de desenvolvedor do navegador | Inspeção de solicitações feitas pelo navegador | Depuração de páginas sem configurar um proxy separado |
O Charles pode ser uma boa escolha para quem prefere uma interface visual para investigar solicitações e respostas. O mitmproxy pode interessar a equipes que desejam automatizar tarefas por meio de scripts. O Fiddler atende a diferentes cenários de depuração, enquanto o Burp Suite tem foco mais específico em testes de segurança de aplicações.
As ferramentas de desenvolvedor integradas aos navegadores também podem ser suficientes para muitos problemas de front-end. Elas permitem examinar requisições, respostas e tempos de carregamento sem instalar outro programa. Entretanto, quando é necessário investigar tráfego de outros clientes ou trabalhar com sessões de proxy, uma ferramenta dedicada pode oferecer vantagens.
Não existe uma alternativa universalmente superior. Compare as funcionalidades atuais, a compatibilidade, a licença, os requisitos de segurança e a experiência da equipe antes de escolher a solução para um projeto.
Problemas comuns no Charles Proxy e como resolvê-los
Mesmo quando está instalado corretamente, o Charles Proxy pode exigir ajustes de rede e certificados. A melhor maneira de resolver problemas é identificar em qual etapa a comunicação falha, evitando alterar várias configurações simultaneamente.
O Charles Proxy não registra nenhuma requisição
Primeiro, confirme que o programa está aberto e que a gravação está ativa. Depois, verifique se o navegador ou aplicativo está configurado para utilizar o proxy correto e se existe tráfego sendo gerado.
Se as solicitações continuarem ausentes, teste com um navegador e um site conhecidos. Confira também as configurações de rede, o endereço do computador e as regras de firewall que possam bloquear a comunicação. Se o problema ocorrer apenas em um aplicativo, investigue as configurações específicas desse cliente.
O navegador apresenta erros de certificado
Erros de certificado podem ocorrer quando o Charles tenta inspecionar uma conexão HTTPS, mas o certificado raiz necessário não está instalado ou não é considerado confiável pelo cliente.
Confirme que você está utilizando a documentação oficial e que o certificado corresponde à instalação de teste. Verifique também se o host foi incluído nas regras de SSL Proxying. Não ignore alertas de segurança indiscriminadamente e não instale certificados recebidos de fontes desconhecidas.
Se a inspeção HTTPS não for necessária, desative-a para o host em questão e permita que o Charles encaminhe a conexão sem tentar exibir o conteúdo criptografado. Isso pode ajudar a distinguir problemas de conectividade de problemas relacionados à inspeção TLS.
Algumas solicitações aparecem, mas o conteúdo HTTPS não fica legível
Esse comportamento pode ser normal quando o SSL Proxying não está habilitado para o host ou quando o aplicativo não confia no certificado utilizado pelo Charles. Verifique as regras de inspeção e a configuração de certificados no ambiente de teste.
Em aplicações móveis, a política de segurança pode impedir a confiança em certificados instalados pelo usuário. Para aplicações próprias, utilize uma configuração de depuração apropriada e documentada. Não tente contornar proteções de aplicativos de terceiros sem autorização.
O proxy interrompe a conexão com a internet
Se a conexão parar depois que o proxy for configurado, confira o endereço e a porta definidos no cliente. Verifique se o Charles está em execução e se o dispositivo consegue alcançar o computador pela rede.
Se necessário, restaure temporariamente a configuração original de proxy para confirmar se o problema está relacionado à configuração de teste. Depois, retome o diagnóstico com uma alteração por vez. Essa abordagem facilita identificar a configuração que provocou a falha.
A sessão fica difícil de analisar
Sessões com muitas solicitações podem tornar a investigação mais lenta. Utilize filtros, concentre-se nos hosts relevantes e capture apenas o período necessário para reproduzir o problema.
Quando o erro ocorrer, registre os passos para reproduzi-lo e salve uma sessão separada. Se precisar compartilhar o arquivo, remova informações confidenciais e explique qual requisição merece atenção. Um registro organizado costuma ser mais útil do que uma captura extensa sem contexto.
Boas práticas de segurança ao usar o Charles Proxy
Como o Charles pode expor dados presentes nas requisições e respostas, a segurança deve fazer parte do processo de configuração. Cookies, tokens, informações pessoais, parâmetros internos e dados de sessão podem aparecer em uma captura, dependendo da aplicação e do tráfego analisado.
Utilize o software apenas em dispositivos, contas, serviços e ambientes que você controla ou tem autorização para testar. Em projetos empresariais, siga as políticas internas de segurança e obtenha aprovação antes de registrar comunicações que possam conter informações de usuários.
O certificado raiz do Charles merece atenção especial. Ao confiar nesse certificado, o ambiente passa a aceitar certificados gerados pelo Charles dentro das condições aplicáveis. Por isso, instale-o somente quando necessário, limite a inspeção aos hosts relevantes e remova a confiança de teste quando o trabalho terminar.
Também é recomendável proteger as sessões salvas. Armazene-as em diretórios apropriados, limite o acesso e estabeleça prazos de retenção. Antes de enviar uma captura a um colega, fornecedor ou canal de suporte, confira se ela contém credenciais ou informações que não deveriam ser compartilhadas.
Por fim, mantenha o Charles atualizado a partir das fontes oficiais e leia as notas de lançamento. Atualizações podem incluir correções de erros, melhorias de compatibilidade e mudanças importantes no comportamento da ferramenta.
Perguntas frequentes sobre Charles Proxy
O que é Charles Proxy?
O Charles Proxy é uma ferramenta de depuração que permite registrar e inspecionar comunicações HTTP e HTTPS entre clientes e servidores. Ele é utilizado para investigar falhas de rede, testar APIs e compreender o comportamento de aplicações web e móveis.
Onde posso baixar o Charles Proxy?
O download deve ser feito na página oficial: https://www.charlesproxy.com/download/. Antes de instalar, confirme o sistema operacional, a arquitetura e a versão oferecida pelo fornecedor.
Qual é a versão mais recente do Charles Proxy?
A versão indicada na documentação oficial consultada em outubro de 2026 é a 5.2.2, publicada em 11 de outubro de 2026. Como novas versões podem ser lançadas, confira o histórico oficial antes de atualizar ou publicar informações sobre a versão atual.
O Charles Proxy funciona no Windows?
Sim. O fornecedor oferece pacotes para Windows, incluindo opções para arquiteturas compatíveis. Verifique a página oficial de download para escolher o instalador adequado ao seu dispositivo.
O Charles Proxy funciona no macOS e no Linux?
Sim. O software é disponibilizado para macOS e Linux, além do Windows. Os pacotes e os métodos de instalação variam conforme o sistema e a arquitetura, por isso é importante seguir as instruções específicas do fornecedor.
É possível usar o Charles Proxy para testar APIs?
Sim. A ferramenta pode mostrar requisições e respostas, cabeçalhos, parâmetros, códigos de status e outros detalhes úteis para investigar APIs. O valor da análise depende do contexto da aplicação e das permissões disponíveis no ambiente de teste.
Por que algumas aplicações não aparecem na captura?
A aplicação pode não estar configurada para utilizar o proxy, pode estar usando outra rota de rede ou pode ter restrições próprias. Verifique a configuração do cliente, a conectividade e as políticas de segurança do aplicativo.
O Charles Proxy consegue inspecionar tráfego HTTPS?
Sim, quando o SSL Proxying está configurado para os hosts relevantes e o cliente confia no certificado de teste. Algumas aplicações podem impedir essa inspeção por meio de suas políticas de segurança. A configuração deve ser feita apenas em ambientes autorizados.
O Charles Proxy é gratuito?
O fornecedor disponibiliza um período de avaliação. A utilização continuada deve obedecer às condições de licença vigentes. Consulte a página oficial de compra para conhecer os preços e os termos aplicáveis.
Qual é a diferença entre Charles Proxy e as ferramentas do navegador?
As ferramentas do navegador são úteis para examinar solicitações feitas por páginas web. O Charles oferece uma abordagem baseada em proxy que pode ser útil para investigar diferentes clientes e trabalhar com sessões de tráfego, dependendo da configuração de rede.
É seguro compartilhar uma sessão do Charles?
Somente depois de revisar o conteúdo. Uma sessão pode incluir cookies, tokens, identificadores e outros dados confidenciais. Remova ou oculte essas informações e compartilhe o arquivo apenas com pessoas autorizadas.


Requisitos do Sistema
Para instalar o Charles Português, seu computador precisa de:
Sistema Operacional: Windows 7/8/10/11 (32 ou 64 bits)
Processador: 1.5GHz ou superior
Memória RAM: 2GB mínimo (4GB recomendado)
Espaço em Disco: 200MB livres
Java Runtime: Versão 8 ou superior

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Conclusão:
O Charles Proxy é uma ferramenta útil para quem precisa compreender como sites, APIs e aplicações se comunicam com servidores. A inspeção de requisições e respostas, o SSL Proxying, os breakpoints, o Map Local, o Map Remote e a simulação de conexões lentas oferecem recursos que podem acelerar o diagnóstico de falhas e melhorar a qualidade dos testes.
Para obter bons resultados, escolha o instalador correto, configure o proxy com atenção e utilize sessões de teste que permitam reproduzir os problemas. Quando a investigação envolve HTTPS, compreenda as implicações dos certificados e limite a inspeção aos ambientes autorizados. Também é importante proteger os registros salvos e remover configurações temporárias quando elas não forem mais necessárias.
Se você pretende experimentar o software, comece pelo download oficial do Charles Proxy e consulte a documentação correspondente à versão instalada. Dessa forma, será possível avaliar os recursos disponíveis, aprender a interpretar o tráfego e decidir se a ferramenta atende às necessidades do seu fluxo de desenvolvimento.



